Phantom Blade Zero: críticas miram os bosses esponjosos
O embargo de Phantom Blade Zero caiu nesta segunda-feira (26) e a primeira análise completa já desenha o retrato que deve acompanhar o jogo até a estreia, em 29 de outubro: combate de kung fu cinematográfico, exploração bonita e bosses que viram saco de pancada.
A crítica é da Eurogamer, assinada por Emma Kent, que terminou o jogo inteiro. E o detalhe que quase ninguém está ligando: a S-GAME publicou um patch de 67 GB dois dias antes do embargo, mexendo em desempenho e em status de chefes, armas e habilidades.
Em resumo:
- A Eurogamer elogia o combate ("Sekiro em alta octanagem"), as animações e a exploração; critica bosses esponjosos, lore despejada em pergaminhos e quedas de framerate.
- A S-GAME soltou 67 GB de atualização 48h antes do embargo, com mudanças de balanceamento — e a crítica não teve tempo de rejogar tudo.
- Lançamento oficial em 29 de outubro no PS5 e PC; o Steam lista 28 de outubro por causa do desbloqueio global.
- No Brasil, custa R$ 229,90. Metacritic ainda está sem nota (tbd).
Não jogamos Phantom Blade Zero. Este texto reúne o que a crítica verificou e o que isso muda para quem pretende comprar.
O que a primeira crítica completa diz
O ponto alto é o fluxo: sem barra de stamina tradicional, o jogo usa o "sha-chi", que só cai ao bloquear, aparar e usar golpes pesados. Como você carrega duas armas, trocar de arma devolve uma barra limpa — com um cooldown curto para evitar abuso. As janelas de aparo e esquiva são generosas, e quase todo golpe pode ser cancelado para defender, o que evita a morte injusta no meio da animação.
Do outro lado, os problemas: os bosses continuam "esponjosos" mesmo no modo wayfarer, e as phantom edges (armas secundárias) nem sempre reagem como o jogo promete — a Eurogamer cita uma edge de água que não fez nada contra um inimigo de fogo. Some missões secundárias que te fazem rodar em círculos, quedas de framerate e lore demais em pergaminhos. O resumo da autora: "morte por mil cortes".
O que segura o interesse é a variedade: as execuções em QTE mudam de acordo com a arma do inimigo, e a autora garante que ainda estava descobrindo finalizações novas 30 horas depois de começar. Numa cidade do jogo ela topou sete portas trancadas nas primeiras ruas — sinal de que o incentivo para voltar depois é grande, mas a exploração inicial pede calma.
Quem está por trás
Phantom Blade Zero é da S-GAME, estúdio de Pequim que passou por jogos menores e títulos mobile antes de apostar num AAA wuxia em Unreal Engine 5. A ambição aparece na escala: são quatro níveis de dificuldade, remapeamento completo de botões e ajustes de acessibilidade que vão de tamanho de fonte a vibração do controle.
O asterisco: um patch de 67 GB antes do embargo
A própria S-GAME disse que a atualização mirou "deixar a curva de dificuldade mais suave, tanto nas lutas contra chefes quanto na progressão por cada área". A Eurogamer voltou a saves antigos e a esponjosidade seguiu presente em vários bosses obrigatórios do começo do jogo.
Ou seja: o veredito foi escrito num build que já mudou de novo. Se você é do time que espera nota consolidada antes de comprar, essa é a hora de esperar mais um ou dois patches — não de decidir no day one.
Linha do tempo até o lançamento
| Data | O que acontece |
|---|---|
| 26/10 | Embargo cai; primeiras análises completas |
| 28/10 | Desbloqueio no Steam (noite de 27 nos EUA) |
| 29/10 | Lançamento oficial em PS5 e PC |
| 2027 | Versão física de PS5, em três edições |
O que muda para você
Phantom Blade Zero é exclusivo de console no PS5, com PC no mesmo dia — Xbox e Switch ficam de fora. Por R$ 229,90, a conta nerd é simples: o Soul tem 66 dias de vida, então cada dia dele custa cerca de R$ 3,48. Se você gosta de aparo e esquiva, é aposta forte; se quer história bem contada, a crítica sugere paciência — o mesmo tipo de escolha que separou quem amou e quem odiou o RPG de turno que o turno precisava.
E o calendário continua apertado: o GTA 6 no PC só deve aparecer em 2027, o que deixa outubro e novembro para os jogos de ação brigarem sozinhos pela sua carteira.
Vale comprar no day one mesmo com o patch em cima da hora, ou você prefere esperar a nota consolidada?
Perguntas frequentes
Phantom Blade Zero já tem nota no Metacritic?
Não. Na manhã do dia 26 de outubro o Metacritic ainda marcava a nota da crítica como tbd, sem reviews contabilizadas. As primeiras análises completas começaram a sair com a queda do embargo.
Phantom Blade Zero sai para Xbox ou Switch?
Por enquanto, não. O jogo é exclusivo de console no PlayStation 5, com versão para PC no mesmo dia do lançamento.
Quanto custa Phantom Blade Zero no Brasil?
R$ 229,90 na Steam brasileira, o mesmo preço cheio de lançamento de outros jogos AAA de 2026. A versão física de PS5 só chega em 2027.
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