REVIEW

Clair Obscur: Expedition 33 é o RPG que o turno precisava

por Nerdicio24 out 2026atualizado em 25 out 20262 min de leitura
9/10
Veredito nerdicio — Clair Obscur: Expedition 33
Nota da equipe após análise completa. Leia o texto para o porquê.
#games
Clair Obscur: Expedition 33 é o RPG que o turno precisava

Quando um estúdio estreante da França decide fazer um RPG de turno inspirado em Persona, Final Fantasy e na Belle Époque — e acerta — o resultado é Clair Obscur: Expedition 33. Joguei do início ao fim e afirmo sem medo: é o RPG mais inventivo dos últimos anos.

A premissa mais cruel do gênero

Todo ano, a Paintress pinta um número na sua torre. Toda pessoa com aquela idade some. A Expedição 33 parte para impedir que ela pinte o número seguinte — sabendo que ninguém voltou antes. É uma contagem regressiva existencial que dá peso a cada passo.

Não é sobre salvar o mundo. É sobre impedir que o mundo seja apagado, um número por vez.

Combate de turno que exige reflexo

Aqui está a grande sacada: o turno é só a base. Cada ataque pode ser aparado, esquivado ou respondido no timing certo, em tempo real. Errou o parry, tomou dano cheio. Acertou a sequência, virou o jogo.

  • Parry e esquiva em todos os golpes inimigos
  • Ataques à mira livre para acertar pontos fracos
  • Builds por Pictos, que combinam efeitos passivos entre personagens

A Expedição 33 reunida diante do desconhecido (© Sandfall Interactive / Kepler Interactive — divulgação)
A Expedição 33 reunida diante do desconhecido (© Sandfall Interactive / Kepler Interactive — divulgação)

Funciona porque o jogo respeita os dois públicos: dá para vencer no nível tático, mas dominar o timing transforma cada batalha em espetáculo.

Mundo inspirado na Belle Époque francesa (© Sandfall Interactive / Kepler Interactive — divulgação)
Mundo inspirado na Belle Époque francesa (© Sandfall Interactive / Kepler Interactive — divulgação)

Direção de arte e trilha

A França fantástica do jogo — entre o mar, estátuas colossais e cenários que parecem quadros — carrega identidade própria. Nada aqui parece asset genérico de fantasia medieval. A trilha alterna entre melancolia orquestral e tensão, e entende exatamente quando calar.

Nem tudo é perfeito

O mapa-múndi simplificado divide opiniões, e algumas dungeons se resolvem mais por corredor do que por exploração. O ritmo do segundo ato também oscila. São ressalvas reais, mas pequenas diante do conjunto.

Veredito

Expedition 33 prova que turno não é sinônimo de parado. Com história corajosa, combate que prende e arte memorável, é o tipo de jogo que justifica o hype — e que o gênero precisava.

Nota: 9/10. Jogue sem ver nada antes. Quanto menos você souber, melhor.

N
Equipe Nerdicio
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